SCRUTATIO

Domenica, 12 luglio 2026 - Santa Veronica ( Letture di oggi)

Ecclesiasticus 20


font
VULGATABiblia Matos Soares
1 Quam bonum est arguere, quam irasci,
et confitentem in oratione non prohibere !
1 Quanto melhor é repreender do que irritar-se, e não impedir de falar aquele que confessa a sua falta! Como o eunuco que, concupiscentemente, procura desonrar a donzela,
2 Concupiscentia spadonis devirginabit juvenculam :
3 sic qui facit per vim judicium iniquum.
3 assim é o que, por violência, faz um julgamento injusto.
4 Quam bonum est correptum manifestare p?nitentiam !
sic enim effugies voluntarium peccatum.
4 Como é bom que o corrigido manifeste o seu arrependimento! Assim evitarás o pecado voluntário.
5 Est tacens qui invenitur sapiens :
et est odibilis qui procax est ad loquendum.
5 Há quem, estando calado, seja tido por sábio, e quem se torne odioso por ser descomedido no falar.
6 Est tacens non habens sensum loquelæ :
et est tacens sciens tempus aptum.
6 Há tal que se cala por não saber falar; e há tal que se cala, porque sabe qual é a ocasião oportuna.
7 Homo sapiens tacebit usque ad tempus :
lascivus autem et imprudens non servabunt tempus.
7 O homem sábio está em silêncio até um certo tempo, mas o leviano e o imprudente não esperam a ocasião.
8 Qui multis utitur verbis lædet animam suam :
et qui potestatem sibi sumit injuste, odietur.
8 Aquele que fala muito prejudica a sua alma, e aquele que injustamente se excede será detestado.
9 Est processio in malis viro indisciplinato,
et est inventio in detrimentum.
9 O homem sem disciplina pode ser bem sucedido no mal, porém aquilo que ele inventa pode converter-se em sua própria ruína.
10 Est datum quod non est utile,
et est datum cujus retributio duplex.
10 Há dom que não é útil, e há dom que é duplamente recompensado.
11 Est propter gloriam minoratio,
et est qui ab humilitate levabit caput.
11 Há glória que leva à ruína, e há humilhação seguida de exaltação.
12 Est qui multa redimat modico pretio,
et restituens ea in septuplum.
12 Há quem compre muitas coisas por baixo prego, mas que (de facto) as paga pelo séptuplo do seu valor.
13 Sapiens in verbis seipsum amabilem facit :
gratiæ autem fatuorum effundentur.
13 O sábio torna-se amável pelas suas palavras; porém as graças dos insensatos perder-se-ão.
14 Datus insipientis non erit utilis tibi :
oculi enim illius septemplices sunt.
14 O donativo do insensato não te será útil, porque ele tem sete olhos para te considerar.
15 Exigua dabit, et multa improperabit :
et apertio oris illius inflammatio est.
15 Ele dará pouco, e lançá-lo-á muitas vezes em rosto; quando a sua boca se abre, é como um incêndio.
16 Hodie f?neratur quis, et cras expetit :
odibilis est homo hujusmodi.
16 Um empresta hoje, e torna-o a pedir amanhã: homem assim torna-se odioso.
17 Fatuo non erit amicus,
et non erit gratia bonis illius :
17 O insensato não terá amigo, e o bem que ele faz não será agradecido,
18 qui enim edunt panem illius, falsæ linguæ sunt.
Quoties et quanti irridebunt eum !
18 porque os que comem o seu pão têm língua falsa. Quantas vezes e quantos homens escarnecerão dele?
19 neque enim quod habendum erat directo sensu distribuit ;
similiter et quod non erat habendum.
19 De facto dá, sem discernimento, o que devia reservar, e também aquilo que não devia guardar.
20 Lapsus falsæ linguæ quasi qui in pavimento cadens :
sic casus malorum festinanter veniet.
20 A falta duma língua enganadora é como uma queda sobre o pavimento; assim a ruína dos maus virá de súbito.
21 Homo acharis quasi fabula vana,
in ore indisciplinatorum assidua erit.
21 O homem desagradável é como um conto vão, que anda sempre na boca de gente mal educada.
22 Ex ore fatui reprobabitur parabola :
non enim dicit illam in tempore suo.
22 Será mal recebida a máxima procedente da boca do insensato, porque não a diz a seu tempo.
23 Est qui vetatur peccare præ inopia,
et in requie sua stimulabitur.
23 Há quem se abstenha de pecar por falta de meios, e sofra por ter de estar na inacção.
24 Est qui perdet animam suam præ confusione,
et ab imprudenti persona perdet eam :
personæ autem acceptione perdet se.
24 Há quem perca a sua alma por causa do respeito humano; perde-a, cedendo a uma pessoa imprudente, a si mesmo se perde, por atender demasiadamente a uma pessoa.
25 Est qui præ confusione promittit amico,
et lucratus est eum inimicum gratis.
25 Tal há que, por falsa vergonha, promete ao seu amigo, e arranja gratuitamente nele um inimigo.
26 Opprobrium nequam in homine mendacium :
et in ore indisciplinatorum assidue erit.
26 A mentira é no homem uma vergonhosa mancha, e ela encontra-se habitualmente na boca da gente sem educação.
27 Potior fur quam assiduitas viri mendacis :
perditionem autem ambo hæreditabunt.
27 Melhor é um ladrão do que um homem que mente de contínuo, mas ambos terão por herança a perdição.
28 Mores hominum mendacium sine honore,
et confusio illorum cum ipsis sine intermissione.
28 Os costumes dos homens mentirosos são sem honra, e a sua confusão acompanha-os sempre.
29 Sapiens in verbis producet seipsum,
et homo prudens placebit magnatis.
29 O sábio atrai a si a estima com as suas palavras, e o homem prudente agradará aos grandes.
30 Qui operatur terram suam inaltabit acervum frugum,
et qui operatur justitiam, ipse exaltabitur :
qui vero placet magnatis effugiet iniquitatem.
30 Aquele que cultiva a sua terra, tornará mais alto o monte dos seus frutos, o que pratica obras de justiça será exaltado, e o que agrada aos grandes fugirá da iniquidade.
31 Xenia et dona excæcant oculos judicum,
et quasi mutus, in ore avertit correptiones eorum.
31 Os presentes e as dádivas cegam os olhos dos juízes, são como uma mordaça na sua boca, que os torna mudos e os impede de castigar.
32 Sapientia absconsa, et thesaurus invisus,
quæ utilitas in utrisque ?
32 Sabedoria escondida é tesouro invisível; que utilidade haverá em ambas estas coisas?
33 Melior est qui celat insipientiam suam,
quam homo qui abscondit sapientiam suam.
33 Melhor é o homem que encobre a sua insipiência do que aquele que esconde a sua sabedoria.