1 Du maître de chant. Sur les instruments à cordes. Poème. De David.
| 1 Ao mestre de canto. Com instrumentos de corda. Hino de Davi. |
2 Lorsque les Ziphéens vinrent dire à Saül: "David n'est-il pas caché parmi nous?"
| 2 Prestai ouvidos, ó Deus, à minha oração, não vos furteis à minha súplica; |
3 O Dieu, par ton nom sauve-moi, par ton pouvoir fais-moi raison;
| 3 escutai-me e atendei-me. Na minha angústia agito-me num vaivém, perturbo-me |
4 ô Dieu, entends ma prière, écoute les paroles de ma bouche!
| 4 à voz do inimigo, sob os gritos do pecador. Eles lançam o mal contra mim, e me perseguem com furor. |
5 Contre moi ont surgi des orgueilleux, des forcenés pourchassent mon âme, point de place pourDieu devant eux.
| 5 Palpita-me no peito o coração, invade-me um pavor de morte. |
6 Mais voici Dieu qui vient à mon secours, le Seigneur avec ceux qui soutiennent mon âme.
| 6 Apoderam-se de mim o terror e o medo, e o pavor me assalta. |
7 Que retombe le mal sur ceux qui me guettent, Yahvé, par ta vérité détruis-les!
| 7 Digo-me, então: tivesse eu asas como a pomba, voaria para um lugar de repouso; |
8 De grand coeur je t'offrirai le sacrifice, je rendrai grâce à ton nom, car il est bon,
| 8 iria bem longe morar no deserto. |
9 car il m'a délivré de toute angoisse, mes ennemis me sont donnés en spectacle.
| 9 Apressado buscaria um abrigo contra o vendaval e a tempestade. |
| 10 Destruí-os, Senhor, confundi-lhes as línguas, porque só vejo violência e discórdia na cidade. |
| 11 Dia e noite percorrem suas muralhas, no seu interior só há injustiça e opressão. |
| 12 Grassa a astúcia no seu meio, a iniquidade e a fraude não deixam suas praças. |
| 13 Se o ultraje viesse de um inimigo, eu o teria suportado; se a agressão partisse de quem me odeia, dele me esconderia. |
| 14 Mas eras tu, meu companheiro, meu íntimo amigo, |
| 15 com quem me entretinha em doces colóquios; com quem, por entre a multidão, íamos à casa de Deus. |
| 16 Que a morte os colha de improviso, que eles desçam vivos à mansão dos mortos. Porque entre eles, em suas moradas, só há perversidade. |
| 17 Eu, porém, bradarei a Deus, e o Senhor me livrará. |
| 18 Pela tarde, de manhã e ao meio-dia lamentarei e gemerei; e ele ouvirá minha voz. |
| 19 Ele me dará a paz, livrando minha alma dos que me acossam, pois numerosos são meus inimigos. |
| 20 O Senhor me ouvirá e os humilhará, ele que reina eternamente, porque não se emendem nem temem a Deus. |
| 21 Cada um deles levanta a mão contra seus amigos. Todos violam suas alianças. |
| 22 De semblante mais brando do que o creme, trazem, contudo, no coração a hostilidade; suas palavras são mais untuosas do que o óleo, porém, na verdade, espadas afiadas. |
| 23 Depõe no Senhor os teus cuidados, porque ele será teu sustentáculo; não permitirá jamais que vacile o justo. |
| 24 E vós, ó meu Deus, vós os precipitareis no fundo do abismo da morte. Os homens sanguinários e ardilosos não alcançarão a metade de seus dias! Quanto a mim, é em vós, Senhor, que ponho minha esperança. |