Livro dos Salmos 9
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| Biblia Maria | JERUSALEM |
|---|---|
| 1 Ao mestre de canto. Segundo a melodia “A morte para o filho”. Salmo de Davi. | 1 Du maître de chant. Sur hautbois et harpe. Psaume de David. |
| 2 Eu vos louvarei, Senhor, de todo o coração, todas as vossas maravilhas narrarei. | 2 Je te rends grâce, Yahvé, de tout mon coeur, j'énonce toutes tes merveilles, |
| 3 Em vós eu estremeço de alegria, cantarei vosso nome, ó Altíssimo! | 3 j'exulte et me réjouis en toi, je joue pour ton nom, Très-Haut. |
| 4 Porque meus inimigos recuaram, fraquejaram, pereceram ante a vossa face. | 4 Mes ennemis retournent en arrière, ils fléchissent, ils périssent devant ta face, |
| 5 Pois tomastes a vós meu direito e minha causa; assentastes, ó justo Juiz, em vosso tribunal. | 5 quand tu m'as rendu sentence et jugement, siégeant sur le trône en juste juge. |
| 6 Com efeito, perseguistes as nações, destruístes o ímpio; apagastes, para sempre, o seu nome. | 6 Tu as maté les païens, fait périr l'impie, effacé leur nom pour toujours et à jamais; |
| 7 Meus inimigos pereceram, consumou-se sua ruína eterna; demolistes suas cidades, sua própria lembrança se acabou. | 7 l'ennemi est achevé, ruines sans fin, tu as renversé des villes, et leur souvenir a péri. Voici, |
| 8 O Senhor, porém, domina eternamente; num trono sólido, ele pronuncia seus julgamentos. | 8 Yahvé siège pour toujours, il affermit pour le jugement son trône; |
| 9 Ele mesmo julgará o universo com justiça, com equidade pronunciará sentença sobre os povos. | 9 lui, il jugera le monde avec justice, prononcera sur les nations avec droiture. |
| 10 O Senhor torna-se refúgio para o oprimido, uma defesa oportuna para os tempos de perigo. | 10 Que Yahvé soit un lieu fort pour l'opprimé, un lieu fort aux temps de détresse! |
| 11 Aqueles que conheceram vosso nome confiarão em vós, porque, Senhor, jamais abandonais quem vos procura. | 11 En toi se confient ceux qui connaissent ton nom, tu n'abandonnes point ceux qui te cherchent,Yahvé. |
| 12 Salmodiai ao Senhor, que habita em Sião; proclamai seus altos feitos entre os povos. | 12 Jouez pour Yahvé, l'habitant de Sion, racontez parmi les peuples ses hauts faits! |
| 13 Porque, vingador do sangue derramado, ele se lembra deles e não esqueceu o clamor dos infelizes. | 13 Lui qui s'enquiert du sang se souvient d'eux, il n'oublie pas le cri des malheureux. |
| 14 Tende piedade de mim, Senhor, vede a miséria a que me reduziram os inimigos; arrancai-me das portas da morte, | 14 Pitié pour moi, Yahvé, vois mon malheur, tu me fais remonter des portes de la mort, |
| 15 para que nas portas da filha de Sião eu publique vossos louvores, e me regozije de vosso auxílio. | 15 que j'énonce toute ta louange aux portes de la fille de Sion, joyeux de ton salut. |
| 16 Caíram as nações no fosso que cavaram; prenderam-se seus pés na armadilha que armaram. | 16 Les païens ont croulé dans la fosse qu'ils ont faite, au filet qu'ils ont tendu, leur pied s'est pris. |
| 17 O Senhor se manifestou e fez justiça, capturando o ímpio em suas próprias redes. | 17 Yahvé s'est fait connaître, il a rendu le jugement, il a lié l'impie dans l'ouvrage de ses mains. |
| 18 Que os pecadores caiam na região dos mortos, todos esses povos que olvidaram a Deus. | 18 Que les impies retournent au shéol, tous ces païens qui oublient Dieu! |
| 19 O pobre, porém, não ficará no eterno esquecimento; nem a esperança dos aflitos será frustrada para sempre. | 19 Car le pauvre n'est pas oublié jusqu'à la fin, l'espoir des malheureux ne périt pas à jamais. |
| 20 Levantai-vos, Senhor! Não seja o homem quem tenha a última palavra! Que diante de vós sejam julgadas as nações. | 20 Dresse-toi, Yahvé, que l'homme ne triomphe, qu'ils soient jugés, les païens, devant ta face! |
| 21 Enchei-as de pavor, Senhor, para que saibam que não passam de simples homens. | 21 Jette, Yahvé, sur eux l'épouvante, qu'ils connaissent, les païens, qu'ils sont hommes! |
| 22 (l) Senhor, por que ficais tão longe? Por que vos ocultais nas horas de angústia? | |
| 23 (2) Enquanto o ímpio se enche de orgulho, é vexado o infeliz com as tribulações que aquele tramou. | |
| 24 (3) O pecador se gloria até de sua cupidez, o cobiçoso blasfema e despreza a Deus. | |
| 25 (4) Em sua arrogância, o ímpio diz: “Não há castigo, Deus não existe”. É tudo e só o que ele pensa. | |
| 26 (5) Em todos os tempos, próspero é o curso de sua vida; vossos juízos estão acima de seu alcance; quanto a seus adversários, os despreza a todos. | |
| 27 (6) Diz no coração: “Nada me abalará, jamais terei má sorte”. | |
| 28 (7) De maledicência, astúcia e dolo sua boca está cheia; em sua língua só existem palavras injuriosas e ofensivas. | |
| 29 (8) Põe-se de emboscada na vizinhança dos povoados, mata o inocente em lugares ocultos; seus olhos vigiam o infeliz. | |
| 30 (9) Como um leão no covil, espreita, no escuro; arma ciladas para surpreender o infeliz, colhe-o, na sua rede, e o arrebata. | |
| 31 (10) Curva-se, agacha-se no chão, e os infortunados caem em suas garras. | |
| 32 (11) Depois diz em seu coração: “Deus depressa se esquecerá, ele voltará a cabeça, nunca vê nada”. | |
| 33 (12) Levantai-vos, Senhor! Estendei a mão, e não vos esqueçais dos pobres. | |
| 34 (13) Por que razão o ímpio despreza Deus e diz em seu coração “Não haverá castigo?” | |
| 35 (14) Entretanto, vós vedes tudo: observais os que penam e sofrem, a fim de tomar a causa deles em vossas mãos. É a vós que se abandona o infortunado, sois vós o amparo do órfão. | |
| 36 (15) Esmagai, pois, o braço do pecador perverso; persegui sua malícia, para que não subsista. | |
| 37 (16) O Senhor é rei eterno, as nações pagãs desaparecerão de seu domínio. | |
| 38 (17) Senhor, ouvistes os desejos dos humildes, confortastes-lhes o coração e os atendestes. | |
| 39 (18) Para que justiça seja feita ao órfão e ao oprimido, nem mais incuta terror o homem tirado do pó. |