Livro dos Salmos 88
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| Biblia Matos Soares | SAGRADA BIBLIA |
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| 1 Maskti. De Etan Ezrahita. | 1 Cântico. Salmo dos filhos de Coré. Ao mestre de canto. Em melodia triste. Poema de Hemã, ezraíta. Senhor, meu Deus, de dia clamo a vós, e de noite vos dirijo o meu lamento. |
| 2 Eu cantarei eternamente as graças do Senhor; anunciarei a tua fidelidade pela minha boca por todas as gerações. | 2 Chegue até vós a minha prece, inclinai vossos ouvidos à minha súplica. |
| 3 Com efeito, disseste: "A graça está estabelecida para sempre"; no céu estabeleceste a tua fidelidade. | 3 Minha alma está saturada de males, e próxima da região dos mortos a minha vida. |
| 4 "Fiz aliança (disseste) com o meu escolhido; jurei a Davide, meu servo (o seguinte): | 4 Já sou contado entre os que descem à tumba, tal qual um homem inválido e sem forças. |
| 5 Conservarei eternamente a tua descendência, tornarei firme o teu trono por todas as gerações." | 5 Meu leito se encontra entre os cadáveres, como o dos mortos que jazem no sepulcro, dos quais vós já não vos lembrais, e não vos causam mais cuidados. |
| 6 Os céus celebram, Senhor, as tuas maravilhas, e a tua fidelidade na assembleia dos santos. | 6 Vós me lançastes em profunda fossa, nas trevas de um abismo. |
| 7 Em verdade, quem, nas nuvens; será igual ao Senhor? Quem, entre os filhos de Deus, será semelhante ao Senhor? | 7 Sobre mim pesa a vossa indignação, vós me oprimis com o peso das vossas ondas. |
| 8 Deus é terrível na assembleia dos santos, grande e tremendo sobre todos os que estão em roda dele. | 8 Afastastes de mim os meus amigos, objeto de horror me tornastes para eles; estou aprisionado sem poder sair, |
| 9 Senhor, Deus dos exércitos, quem é igual a ti? És poderoso. Senhor, e a tua fidelidade está sempre em roda de ti; | 9 meus olhos se consomem de aflição. Todos os dias eu clamo para vós, Senhor; estendo para vós as minhas mãos. |
| 10 Tu dominas o orgulho do mar, amansas as suas ondas entumecidas. | 10 Será que fareis milagres pelos mortos? Ressurgirão eles para vos louvar? |
| 11 Tu calcaste a Raab, ferido de morte; com a forçá do teu braço dispersaste os teus inimigos. | 11 Acaso vossa bondade é exaltada no sepulcro, ou vossa fidelidade na região dos mortos? |
| 12 Teus são os céus, tua é a terra; tu fundaste o mundo e tudo o que ele contém; | 12 Serão nas trevas manifestadas as vossas maravilhas, e vossa bondade na terra do esquecimento? |
| 13 tu criaste o aquilão e o austro; o Tabor e o Hermon exultaram em teu nome. | 13 Eu, porém, Senhor, vos rogo, desde a aurora a vós se eleva a minha prece. |
| 14 O teu braço é poderoso, firme a tua mão, levantada a tua dextra; | 14 Por que, Senhor, repelis a minha alma? Por que me ocultais a vossa face? |
| 15 A justiça e o direito são a base do teu trono, a graça e a fidelidade vão adiante de ti. | 15 Sou miserável e desde jovem agonizo, o peso de vossos castigos me abateu. |
| 16 Bem-aventurado o povo que sabe alegrar-se (em ti); eles caminham à luz do teu rosto, Senhor, | 16 Sobre mim tombaram vossas iras, vossos temores me aniquilaram. |
| 17 em teu nome se regozijam sempre, e pela tua justiça se exaltam; | 17 Circundam-me como vagas que se renovam sempre, e todas, juntas, me assaltam. |
| 18 Porque tu és o esplendor da sua força, e por teu favor eleva-se o nosso poder. | 18 Afastastes de mim amigo e companheiro; só as trevas me fazem companhia... |
| 19 Em realidade, do Senhor é o nosso escudo, e do santo de Israel o nosso rei. | |
| 20 Outrora falaste numa visão aos teus santos e disseste: "Impus a coroa a um poderoso; exaltei um escolhido do meio do povo. | |
| 21 Encontrei Davide, meu servo, com o meu santo óleo o ungi, | |
| 22 para que a minha mão esteja sempre com ele, e o meu braço o fortifique. | |
| 23 Não o enganará o inimigo, nem o malvado o abaterá. | |
| 24 Antes exterminarei da sua frente os seus contrários; e ferirei os que o odeiam. | |
| 25 A minha fidelidade e a minha graça estarão com ele; no meu nome será exaltado o seu poder. | |
| 26 Estenderei a sua mão sobre o mar, e a sua dextra sobre os rios. | |
| 27 Ele me invocará, dizendo: "Tu és meu Pai, o meu Deus e a rocha da minha salvação." | |
| 28 E eu o constituirei meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra. | |
| 29 Eternamente lhe conservarei a minha graça, e a minha aliança com ele será estável. | |
| 30 Farei eterna a sua descendência, e o seu trono (durará tanto) como os dias do céu. | |
| 31 Se os seus filhos abandonarem a minha lei, não andarem nos seus preceitos, | |
| 32 se violarem os meus decretos, se não guardarem os meus mandamentos, | |
| 33 castigarei com vara o seu delito, e com açoites a sua culpa; | |
| 34 mas não retirarei (dele) a minha graça, nem faltarei à minha fidelidade. | |
| 35 Não violarei a minha aliança, nem mudarei o que os meus lábios disseram. | |
| 36 Jurei uma vez (para sempre) pela minha santidade: de nenhum modo faltarei a Davide. | |
| 37 A sua descendência permanecerá eternamente, e o seu trono será diante de mim como o sol, | |
| 38 e como a lua que subsiste para sempre, testemunha fiel do céu." | |
| 39 Apesar disso (Senhor), tu repeliste e rejeitaste o teu ungido, gravemente te iraste contra ele, | |
| 40 Desprezaste a aliança do teu servo, profanaste a sua coroa (lançando-a) por terra. | |
| 41 Destruiste todas as suas muralhas, entregaste à destruição as suas fortalezas. | |
| 42 Saquearam-no todos os que passavam pelo caminho, tornou-se o opróbrio dos seus vizinhos. | |
| 43 Exaltaste a dextra dos seus inimigos, encheste de gozo todos os seus contrários. | |
| 44 Embotaste o fio da sua espada, e não o sustiveste no combate. | |
| 45 Fizeste cessar o seu esplendor, derribaste por terra o seu trono. | |
| 46 Abreviaste os dias da sua juventude, cobriste-o de ignomínia. | |
| 47 Até quando, Senhor? Ficarás para sempre escondido? Arderá como fogo a tua indignação? | |
| 48 Lembra-te de quão breve é a minha vida, de quão caducos criaste todos os homens. | |
| 49 Quem há que viva, sem ver a morte, que possa subtrair a sua alma ao poder do sepulcro? | |
| 50 Onde estão as tuas antigas graças, Senhor, as quais juraste a Davide por tua fidelidade? | |
| 51 Lembra-te, Senhor, do opróbrio dos teus servos: eu trago no meu peito todas as inimizades das gentes, | |
| 52 com as quais os teus adversários insultam, ó Senhor, com as quais insultam os passos do teu ungido. | |
| 53 Bendito seja o Senhor para sempre! Assim seja, assim seja! |