Cântico dos Cânticos 1
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| Biblia Matos Soares | NOVA VULGATA |
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| 1 Cântico dos cânticos de Salomão. Beija-me com ósculos da tua boca. Os teus amores (meu esposo) são melhores do que o vinho, | 1 Canticum Canticorum Salomonis. |
| 2 os teus perfumes são suaves, o teu nome é como um aroma que se difunde: por isso te amam as donzelas. | 2 Osculetur me osculo oris sui! Nam meliores sunt amores tui vino: |
| 3 Leva-me atrás de ti: correremos ao odor dos teus perfumes. O rei introduziu-me nos seus aposentos; nós nos regozijaremos, nos alegraremos em ti, cantaremos os teus amores, melhores do que o vinho. Quanta razão há de te amar! | 3 in fragrantiam unguentorum tuorum optimorum. Oleum effusum nomen tuum; ideo adulescentulae dilexerunt te. |
| 4 Eu sou trigueira, mas formosa, ó filhas de Jerusalém, sou (trigueira) como as tendas de Cedar, como os pavilhões de Salomão. | 4 Trahe me post te. Curramus! Introducat me rex in cellaria sua; exsultemus et laetemur in te memores amorum tuorum super vinum; recte diligunt te. |
| 5 Não repareis em eu ser morena, pois foi o sol que me queimou; os filhos de minha mãe irritaram-se contra mim, puseram-me de guarda às vinhas, mas eu não guardei a minha (própria) vinha. | 5 Nigra sum sed formosa, filiae Ierusalem, sicut tabernacula Cedar, sicut pelles Salma. |
| 6 Dize-me, ó amado do meu coração, onde é que apascentas o teu gado, onde o fazes repousar ao meio-dia, para que eu não ande vagueando atrás dos rebanhos dos teus companheiros. | 6 Nolite me considerare quod fusca sim, quia decoloravit me sol. Filii matris meae irati sunt mihi; posuerunt me custodem in vineis, vineam meam non custodivi. |
| 7 Se o não sabes, ó formosíssima entre as mulheres, sai e vai seguindo as pisadas dos rebanhos, e apascenta os teus cabritos junto das cabanas dos pastores. | 7 Indica mihi, tu, quem diligit anima mea, ubi pascas, ubi cubes in meridie, ne vagari incipiam post greges sodalium tuorum. |
| 8 Às éguas dos carros de Faraó eu te comprarei, amiga minha. | 8 Si ignoras, o pulcherrima inter mulieres, egredere et abi post vestigia gregum et pasce haedos tuos iuxta tabernacula pastorum. |
| 9 São belas as tuas faces entre as arrecadas, (belo é) o teu pescoço entre os colares. | 9 Equae in curribus pharaonis assimilavi te, amica mea. |
| 10 Nós te faremos cordões de oiro, marchetados de prata. | 10 Pulchrae sunt genae tuae inter inaures, collum tuum inter monilia. |
| 11 Estando o rei no seu divã, o meu nardo exalou o seu perfume. | 11 Inaures aureas faciemus tibi vermiculatas argento. |
| 12 O meu amado é para mim como uma bolsa de mirra, colocada sobre o meu peito. | 12 Dum esset rex in accubitu suo, nardus mea dedit odorem suum. |
| 13 O meu amado é para mim como cacho de cipre, (colhido) nas vinhas de Engadi. | 13 Fasciculus myrrhae dilectus meus mihi, qui inter ubera mea commoratur. |
| 14 Como és formosa, amiga minha! Como és bela! Os teus olhos são (vivos como os) das pombas. | 14 Botrus cypri dilectus meus mihi in vineis Engaddi. |
| 15 Como és formoso, amado meu! Como és encantador! O nosso leito é florido; | 15 Ecce tu pulchra es, amica mea, ecce tu pulchra es: oculi tui columbarum. |
| 16 as traves da nossa casa são de cedro, os nossos artesonados de cipreste. | 16 Ecce tu pulcher es, dilecte mi, et decorus. Lectulus noster floridus, |
| 17 tigna domorum nostrarum cedrina, laquearia nostra cupressina. |