| 1 Assim como eu, {no primeiro ano do reinado de Dario, o medo, mantive-me} junto a ele para auxiliá-lo e protegê-lo. | 1 Eu (Gabriel), no primeiro ano de Dario Medo, estava junto dele para o sustentar e fortificar. |
| 2 Agora vou manifestar-te a verdade. Haverá ainda três reis na Pérsia. O quarto ultrapassará todos os demais em riquezas. Quando suas riquezas o tiverem tornado poderoso, movimentará tudo contra o reino de Javã. | 2 Agora vou anunciar-te a verdade. Eis que haverá ainda três reis na Pérsia; o quarto se elevará pela grandeza das suas riquezas acima de todos, e, quando se tiver tornado poderoso com as suas riquezas, excitará todos (os povos) contra o reino da Grécia. |
| 3 Mas levantar-se-á um rei forte que dominará sobre um vasto império e fará tudo quanto lhe aprouver. | 3 Levantar-se-á, porém, um rei forte, que dominará um grande império e que fará o que lhe aprouver. |
| 4 Quando ficar poderoso, seu reino será desmembrado e dividido aos quatro ventos do céu. Não passará à posteridade e não terá mais o mesmo poder; seu reino será desmembrado e entregue a estranhos e não a seus descendentes. | 4 Quando estiver elevado, o seu reino será destruído e dividido pelos quatro ventos do céu, mas não entre os seus descendentes, nem com o mesmo poder com que ele dominou, porque o seu reino será dilacerado e passará a estranhos à sua descendência. |
| 5 O rei do sul tornar-se-á poderoso, mas um dos chefes do seu exército ficará ainda mais forte e seu império será grande. | 5 O rei do Meio-dia se fortificará, mas um dos seus príncipes será mais poderoso do que ele, e o seu império maior. |
| 6 Após alguns anos aliar-se-ão: a filha do rei do sul virá à casa do rei do norte para fazer o acordo; mas ela não conservará o apoio de seu pai, cujo poder não se manterá, nem o do seu esposo. Ela será morta com aqueles que a tiverem trazido, aquele que a criou e aquele que a tinha feito poderosa. | 6 Alguns anos depois, farão aliança um com o outro, e a filha do rei do Meio-dia irá ter com o rei do Aquilão para estabelecer um acordo. Ela, porém, não conservará o apoio de um braço (ou de seu pai) nem do seu próprio braço (ou de seu marido). Será entregue (à morte) com os que a conduziram, o que a criou e o que a tinha sustentado durante algum tempo, |
| 7 Um dos rebentos da mesma raiz levantar-se-á em seu lugar; virá em direção do exército, entrará nas fortalezas do rei do norte, atacá-lo-á e sairá vencedor. | 7 Das suas raízes sairá um rebento, a ocupar o seu lugar. Virá contra o seu exército, entrará nos fortes do rei do Aquilão, atacá-los-á e tornar-se-á senhor deles. |
| 8 Levará para o Egito até mesmo seus deuses cativos, assim como seus ídolos e seus objetos preciosos de ouro e de prata. Depois, durante alguns anos, abster-se-á de atacar o rei do norte. | 8 Além disso, levará cativos para o Egipto os seus deuses, as suas estátuas e os seus vasos preciosos de prata e ouro. Quando, durante alguns anos, deixar de atacar o rei do Aquilão, |
| 9 Este virá contra o rei do sul, mas voltará para a sua terra. | 9 este entrará no reino do Meio-dia, mas voltará depois para a sua terra, |
| 10 Mas seus filhos prepararão a guerra recrutando um exército numeroso, o qual, precipitando-se como uma torrente, invadirá e levará a batalha até a sua fortaleza. | 10 Seus filhos se levantarão e reunirão grande exército que marchará á maneira de inundação; voltará e avançará até à sua fortaleza. |
| 11 Irritado, o rei do sul sairá para atacar o rei do norte: como porá em campo um numeroso exército, as tropas inimigas ser-lhe-ão entregues. | 11 O rei do Meio-dia, enfurecer-se-á, sairá e pelejará contra o rei do Aquilão; preparará um exército imenso, e lhe será entregue entre as mãos uma grande multidão de inimigos. |
| 12 Após o aniquilamento desse exército, encher-se-á de orgulho. Mandará matar dezenas de milhares de homens, sem ficar mais forte por isso. | 12 Aniquilado este exército, o seu coração se elevará; matará muitos milhares, mas não ganhará força. |
| 13 O rei do norte organizará novamente um exército mais numeroso ainda que o primeiro, e alguns anos depois avançará em meio a enormes tropas e a um grandioso aparato. | 13 O rei do Aquilão tornará a vir, juntará uma multidão de tropas maior do que antes, e, depois de certo tempo, avançará com um numeroso exército e grandes forças, |
| 14 Nesse momento, muitos se levantarão contra o rei do sul; homens violentos de teu povo revoltar-se-ão para cumprir a visão, mas fracassarão. | 14 Naqueles tempos se levantarão muitos contra o rei do Meio-dia: homens violentos do teu povo se elevarão também para cumprirem a visão mas hão-de sucumbir. |
| 15 O rei do norte virá então, destruirá trincheiras e tomará fortalezas. Os exércitos do rei do sul, mesmo as suas tropas de escol, não se manterão; nada poderá resistir. | 15 Virá o rei do Aquilão, levantará plataformas e tomará uma cidade fortificadíssima; os braços _(ou as forças do rei)- do Meio-dia não poderão suster o seu esforço; nem os mais valentes dentre eles conseguirão resistir; achar-se-ão sem forças. |
| 16 O invasor agirá à sua vontade sem que ninguém possa enfrentá-lo. Deter-se-á no país que é a jóia da terra; e a destruição estará em suas mãos. | 16 Aquele (Antíoco III) que vier sobre ele (Ptolomeu IV ), fará o que bem lhe aprouver; não haverá quem lhe possa resistir; ele entrará na terra esplêndida (da Judeia) e destruirá tudo o que cair sob a sua mão. |
| 17 Empreenderá a conquista do reino do sul; fará um pacto com seu rei e dar-lhe-á sua filha como mulher, a fim de amenizar a ruína dessa terra; mas isso não dará resultado, e esse reino não lhe pertencerá. | 17 Formará o desígnio de se apoderar de todo o reino do Meio-dia; fará um acordo com o seu rei e dar-lhe-á em casamento sua filha (Cleópatra), a fim de o perder; mas não lhe sairá a coisa conforme o seu intento, esse reino não será dele. |
| 18 Depois voltar-se-á contra as ilhas e tomará diversas. Porém um chefe militar porá fim à sua soberba, e fá-lo-á pagar sua injúria. | 18 Depois dirigir-se-á contra as ilhas e tomará muitas delas; porém um chefe deterá a sua soberba, e far-lhe-á pagar o seu insulto. |
| 19 Então voltar-se-á contra as fortalezas de sua terra, mas tropeçará, cairá e acabará desaparecendo. | 19 Então voltará para os fortes do seu país, mas tropeçará, cairá, e não será mais achado. |
| 20 No lugar deste último será colocado um príncipe, que enviará um fiscal ao país que é a jóia da terra. Em poucos dias ele será aniquilado, e não será nem por efeito de cólera nem de batalha. | 20 Tomará o seu lugar um outro, que enviará um exactor para esmagar a glória do reino, mas perecerá em poucos dias; porém isto não acontecerá nem pela cólera nem pela guerra. |
| 21 Em seu lugar, elevar-se-á um homem vil, sem nenhuma dignidade real, que surgirá repentinamente e apossar-se-á da realeza pelas suas intrigas. | 21 Ocupará o seu lugar um homem desprezível, mas não lhe será dada honra de rei; virá subitamente e apoderar-se-á do reino com enganos. |
| 22 As tropas de invasão serão postas em fuga diante dele e aniquiladas, bem como o chefe da aliança. | 22 Os braços do combatente serão vencidos diante dele e quebrados, e também o chefe da aliança. |
| 23 A despeito do pacto firmado com ele, agirá com perfídia: atacará e triunfará com poucos homens. | 23 Apesar do acordo feito, usará com ele de engano, subirá (ao Egipto) e vencê-lo-á com pouca gente. |
| 24 Invadirá inesperadamente as regiões mais férteis da terra; fará o que nunca fizeram seus pais nem os antepassados deles: distribuirá com os seus os saques, despojos, riquezas; combinará ofensivas contra as fortalezas, mas apenas por um tempo. | 24 Entrará inesperadamente nas mais ricas regiões do país e fará o que nunca fizeram seus pais, nem os pais de seus pais; repartirá pelos seus os despojos, a presa e as riquezas; formará projectos contra as mais fortes cidades, mas isto até certo tempo (determinado por Deus). |
| 25 Dará novo impulso a suas forças e a seu valor, atacando o rei do sul com um exército considerável. Por seu lado, o rei do sul entrará na luta com um exército importante e valoroso, mas não poderá resistir devido às intrigas urdidas contra ele. | 25 Excitará o seu poder e o seu coração contra o rei do Meio-dia com um grande exército; o rei do Meio-dia animar-se-á a sair á batalha com muitas e fortes tropas, mas elas não perseverão firmes, porque maquinarão desígnios contra ele. |
| 26 Seus comensais o aniquilarão; seu exército se dispersará e muitos homens cairão feridos mortalmente. | 26 Aqueles mesmos que comiam o pão com ele, o arruinarão; o seu exército será oprimido, e um grande número dos seus cairão mortos. |
| 27 Com o coração repleto de desejos malévolos, os dois reis enganar-se-ão mutuamente à volta da mesma mesa. Mas seus projetos fracassarão, porque o fim só virá no tempo determinado. | 27 Os dois reis somente pensarão em fazer o mal um ao outro, e, sentados à mesma mesa, dirão palavras de mentira, mas nenhum conseguirá os seus intentos, porque o prazo (marcado por Deus) é para outro tempo. |
| 28 Volverá à sua terra com grandes riquezas. Seu coração meditará o mal contra a santa aliança; cometê-lo-á, depois entrará novamente em sua terra. | 28 Voltará para o seu pais com muitas riquezas; o seu coração será hostil à santa aliança (do Senhor), fará (muitos males), e, depois, voltará para o seu pais. |
| 29 No tempo previsto atacará de novo o sul: mas esta expedição não será semelhante à precedente. | 29 No tempo determinado, tornará a vir para o Meio-dia, mas esta última expedição não será semelhante à primeira, |
| 30 Navios de Cetim o atacarão e ele desanimará. Dirigirá novamente sua fúria contra a santa aliança, tomará medidas contra ela, fazendo um pacto com aqueles que a abandonarem. | 30 Os navios de Kittim virão contra ele, que ficará desanimado; voltará e conceberá uma grande indignação contra a aliança santa, empreenderá muitas coisas contra ela. fazendo acordo com os que a tinham abandonado. |
| 31 Tropas sob sua ordem virão profanar o santuário, a fortaleza; farão cessar o holocausto perpétuo e instalarão a abominação do devastador. | 31 Virão tropas, às suas ordens, profanar o santuário, a fortaleza, farão cessar o sacrifício perpétuo e porão no templo a abominação da desolação. |
| 32 Submeterá, com suas lisonjas, os violadores da aliança, mas a multidão daqueles que conhecem seu Deus manter-se-á firme e resistirá. | 32 Perverterá os violadores da aliança, mas o povo, que conhece o seu Deus, perseverará constante e procederá (segundo a lei). |
| 33 Os homens doutos desse povo instruirão um grande número; mas, durante algum tempo, perecerão pela espada, fogo, cativeiro e pilhagem. | 33 Os que forem doutos entre o povo, ensinarão a muitos, mas cairão vítimas da espada, da chama, do cativeiro e da pilhagem, durante um certo tempo. |
| 34 Enquanto forem caindo dessa maneira, serão um tanto amparados; e um bom número unir-se-á hipocritamente a eles. | 34 Quando caírem arruinados, serão socorridos por um fraco auxílio, e muitos se juntarão a eles fingidamente. |
| 35 Muitos desses sábios sucumbirão, a fim de que sejam provados, purificados e branqueados até o termo final; ora, esse final só chegará no tempo marcado. | 35 Dos sábios cairão alguns para que sejam acrisolados, purificados e branqueados, até ao tempo final, porque o tempo marcado ainda está para vir. |
| 36 O rei fará então tudo o que desejar. Ensoberbecer-se-á, elevar-se-á no seu orgulho acima de qualquer divindade; proferirá até coisas inauditas contra o Deus dos deuses; prosperará até que a cólera divina tenha chegado ao seu termo, porque o que está decretado deverá ser executado. | 36 O rei fará o que quiser, elevar-se-á e engrandecer-se-á contra todo o deus; até falará insolentemente contra o Deus dos deuses, e sair-lhe-ão bem as coisas até que a ira chegue ao cúmulo, porque o que foi decretado, cumprir-se-á. |
| 37 Não respeitará nem os deuses de seus antepassados, nem a deusa querida das mulheres, nem divindade alguma; julgar-se-á superior a todos. | 37 Não terá respeito algum aos deuses de seus pais, nem à divindade querida das mulheres ; nenhum caso fará dos deuses, pois se julgará superior a tudo. |
| 38 Mas venerará o deus das fortalezas, no próprio local, um deus desconhecido de seus antepassados, com ouro, prata, pedras preciosas e jóias. | 38 Mas venerará o deus das fortalezas no seu lugar, enfeitará com ouro, prata, pedras preciosas e coisas de grande valor, a este deus, que seus pais desconheceram. |
| 39 Com o auxílio de um deus estranho, atacará as muralhas das fortalezas; aos que o reconhecerem, multiplicará as honras, conferir-lhes-á autoridade sobre numerosos vassalos e distribuir-lhes-á terras em recompensa. | 39 Fortificará as suas praças com um deus estranho; aqueles que o reconhecerem, cumulá-los-á de honras, dar-lhes-á poder sobre muitas coisas e repartirá por eles terras gratuitamente. |
| 40 No final, o rei do sul e ele entrarão em luta. O rei do norte cairá sobre ele, como um furacão, com carros, cavaleiros e uma frota considerável. Entrará na terra como uma torrente que transborda. | 40 O rei do Meio-dia pelejará contra ele no tempo do fim ; o rei do Aquilão marchará também contra ele como uma tempestade, com grande multidão de carros, de gente a cavalo e com uma grande armada; entrará nas suas terras, como torrente transbordante. |
| 41 Invadirá o país que é a jóia da terra, onde muitos homens cairão. Mas os edomitas, os moabitas, e a maioria dos amonitas escapar-lhe-ão. | 41 Depois entrará na terra esplêndida (ou da Judeia), onde muitíssimos cairão. Todavia hão-de escapar às suas mãos, Bdom, Moab e os principais dos filhos de Amon. |
| 42 Apoderar-se-á de diferentes países; o Egito não lhe escapará. | 42 Estenderá a sua mão contra outros países, e a terra do Egipto não escapará. |
| 43 Pilhará os tesouros de ouro e de prata bem como tudo o que houver de precioso no Egito. Os líbios e os etíopes juntar-se-ão a ele. | 43 Tornar-se-á senhor dos tesouros de ouro, de prata e de tudo o que há de precioso no Egipto. Segui-lo-ão os Líbios e os Etíopes. |
| 44 Mas, alarmado pelas notícias vindas do oriente e do norte, retirar-se-á como uma fúria, para destruir e exterminar uma multidão de povos. | 44 Turbá-lo-ão, porém, notícias vindas do oriente e do Aquilão, e partirá com grande furor para destruir e matar muitos. |
| 45 Erguerá os pavilhões de seu palácio entre o mar e a nobre montanha do santuário. Então alcançará o termo de sua vida e ninguém lhe prestará socorro. | 45 Erguerá a sua tenda entre os mares e o ínclito e santo monte. Então chegará ao termo da sua vida, e ninguém lhe dará auxilio. |