SCRUTATIO

Giovedi, 9 luglio 2026 - Santa Veronica Giuliani ( Letture di oggi)

Livro dos Juízes 11


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Biblia MariaBiblia Matos Soares
1 Jefté, o galaadita, era um valente guerreiro, filho de Galaad com uma meretriz.1 Havia naquele tempo um homem de Galaad, chamado Jefté, muito valente e guerreiro, que era filho de Galaad e duma meretriz.
2 A mulher de Galaad deu-lhe filhos. Quando cresceram, expulsaram Jefté, dizendo: “Tu não herdarás nada na casa de nosso pai, porque és um bastardo”.2 Galaad porém teve uma esposa (legítima), da qual teve filhos, os quais, depois de crescerem, lançaram fora Jefté, dizendo: Tu não podes ser herdeiro na casa do nosso pai, visto teres nascido de outra mãe (que não era mulher legítima).
3 Jefté afastou-se de seus irmãos e fixou-se na terra de Tob. Alguns homens miseráveis reuniram-se a ele e tomaram parte em suas incursões.3 Ele, fugindo e retirando-se deles, habitou na terra de Tob; alguns homens miseráveis, que viviam de latrocínios, agregaram-se a ele, e seguiam-no como a seu capitão (contra os inimigos de Israel).
4 Algum tempo depois, os amonitas entraram em luta contra Israel.4 Algum tempo depois, os filhos de Amon combatiam contra Israel.
5 Os habitantes de Galaad, vendo-se assim atacados, foram em busca de Jefté na terra de Tob5 Enquanto os filhos de Amon faziam guerra a Israel, os anciãos de Galaad foram buscar Jefté da terra de Tob, para seu auxilio,
6 e disseram-lhe: “Vem e sê o nosso chefe. Vamos combater os amoni­tas”.6 e disseram-lhe: Vem, e sê o nosso chefe, e combate contra os filhos de Amon.
7 Jefté, porém, respondeu: “Vós, que sois meus inimigos, tendo-me expulsado da casa de meu pai, por que vindes a mim agora que estais em aperto?”.7 Mas ele respondeu-lhes: Não sois vós aqueles que me odiastes e que me lançastes fora da casa de meu pai? Por que vindes agora ter comigo constrangidos pela necessidade?
8 Os anciãos de Galaad disseram-lhe: “Foi precisamente por isso que viemos agora ter contigo, para que venhas conosco e combatas contra os filhos de Amon e sejas o nosso chefe, o chefe de todo o povo de Galaad”.8 Os anciães de Galaad disseram a Jefté: Por isso mesmo viemos nós agora ter contigo, para que venhas ter connosco, e combatas contra os filhos de Amon, e sejas o chefe de todos os que habitam em Galaad.
9 Jefté disse-lhes: “Se vós me conduzirdes para lutar contra os amonitas, e o Senhor os entregar a mim, serei o vosso che­fe”.9 Jefté disse-lhes: Se verdadeiramente viestes buscar-me, para que combata por vós contra os filhos de Amon, quando o Senhor o entregar nas minhas mãos, serei eu o vosso chefe?
10 Os anciãos responderam-lhe: “O Senhor seja testemunha entre nós de que faremos tudo o que disseste!”.10 Eles responderam-lhe: O Senhor que ouve estas coisas, seja o medianeiro e a testemunha de que cumpriremos as nossas promessas.
11 E Jefté partiu com os anciãos de Galaad. O povo proclamou-o seu chefe e general. Jefté repetiu diante do Senhor, em Masfa, tudo o que acabara de dizer.11 Foi pois Jefté com os de Galaad, e todo o povo o elegeu por seu príncipe. Jefté repetiu todas as palavras diante do Senhor em Masfa.
12 Jefté enviou mensageiros ao rei dos amonitas para lhe dizer: “Que tens tu contra mim para que me venhas combater em minha terra?”.12 Jefté enviou embaixadores ao rei dos filhos de Amon, que lhe dissessem da sua parte: Que tens tu comigo, que vieste contra mim para devastar o meu país?
13 O rei respondeu-lhes: “Israel, vindo do Egito, tomou a minha terra desde o Arnon até Jaboc e até o Jordão. Devolve-o agora, pois, pacificamente”.13 O rei respondeu-lhes: Porque Israel, vindo do Egipto, tomou o meu país, desde os confins do Arnon até Jaboc e até ao Jordão. Entrega-mo, portanto pacificamente.
14 Jefté mandou nova embaixada ao rei dos amonitas,14 Jefté enviou novamente os mesmos homens, mandando-lhes que dissessem ao rei de Amon:
15 dizendo-lhe: “Assim fala Jefté: Israel não se apoderou nem do território de Moab, nem da terra dos filhos de Amon.15 Isto diz Jefté: Israel não tomou a terra de Moab, nem a terra dos filhos de Amon.
16 Quando saiu do Egito, Israel marchou pelo deserto até o mar Vermelho e chegou a Cades.16 Com efeito, quando saiu do Egipto, andou pelo deserto até ao Mar Vermelho, chegou a Cades,
17 Mandou então mensageiros ao rei de Edom, dizendo: ‘Deixa-me passar pelo teu país’, mas o rei de Edom não o consentiu. Fez o mesmo pedido ao rei de Moab, que tampouco lhe deu passagem. Israel deteve-se, pois, em Cades.17 e então enviou embaixadores ao rei de Edom, dizendo-lhe: Deixa-me passar pela tua terra. Ele não quis condescender com os seus pedidos. Mandou também embaixadores ao rei de Moab, o qual também lhe não quis dar passagem. Deteve-se pois em Cades,
18 Retomou em seguida sua marcha pelo deserto e contornou as terras de Edom e de Moab. Chegando à parte oriental da terra de Moab, acampou na outra banda do Arnon, sem entrar na terra de Moab, cuja fronteira é o Arnon.18 e rodeou, a seguir, a terra de Edom e a terra de Moab; chegando à parte oriental da terra de Moab, acampou da outra banda de Arnom, e não quis entrar nos confins de Moab, porque Arnon é a fronteira da terra de Moab.
19 Dali, Israel mandou ainda mensageiros a Seon, rei dos amorreus, em Hesebon, pedindo-lhe que os deixasse passar pela sua terra, para que chegassem à deles.19 Enviou, daí, Israel embaixadores a Seon, rei dos Amorreus, que habitava em Hesebon, que lhe disseram: Deixa-nos passar pelo teu pais até ao rio.
20 Seon, porém, não teve bastante confiança em Israel para deixá-lo atravessar o seu território. Ao contrário, juntou todas as suas tropas, acampou em Jasa, e atacou Israel.20 Porém ele, desprezando também as palavras de Israel, não o deixou passar pelo seu território, mas, tendo juntado uma inumerável multidão, saiu contra ele, em Jasa, e atacou-o.
21 O Senhor, Deus de Israel, entregou-o com todo o seu povo nas mãos de Israel que o derrotou e conquistou todas as terras dos amorreus que habitavam naquela região;21 Todavia o Senhor entregou-o com todo o sou exército nas mãos de Israel, que o desbaratou, e conquistou toda a terra do Amorreu, que habitava naquela região,
22 tomou toda a terra dos amorreus, desde o Arnon até Jaboc, e desde o deserto até o Jordão.22 e todos os seus limites, desde o Arnon até Jaboc, e desde o deserto até ao Jordão.
23 Agora que o Senhor, Deus de Is­rael, expulsou os amorreus diante de seu povo de Israel, tu pretendes possuir a sua terra?23 Agora que o Senhor Deus de Israel destruiu os Amorreus, pelejando contra eles o seu povo do Israel, tu pretendeste possuir a sua terra?
24 Porven­tura não tens a posse do que te deu a conquistar o teu deus Camos? E nós, por que não possuiríamos tudo aquilo que o Senhor nosso Deus expulsou diante de nós?24 Porventura não te é devido por direito tudo o que te deu a possuir o teu Deus Camos? Logo também ficará em nossa posse o que o Senhor nosso Deus alcançou com a vitória,
25 Serias tu melhor do que Balac, filho de Sefor, rei de Moab? Acaso disputou ele com os israelitas ou combateu contra eles?25 a não ser que tu sejas de melhor condição do que Balac, filho de Sefor, rei de Moab. Porventura ele teve contendas com Israel, ou combateu contra ele,
26 Eis já trezentos anos que Israel habita em Hesebon e em suas aldeias, em Aroer e em suas aldeias, em todas as cidades banhadas pelo Arnon. Por que não lhe tiraste estas terras durante todo esse tempo?26 enquanto Israel habitou Hesebou e em suas aldeias, em Aroer e em suas aldeias, e em todas as cidades vizinhas do Jordão, por espaço de trezentos anos? Por que razão em um tão largo tempo não fizestes vós diligência alguma para lhe tirar essas terras?
27 Não sou eu, pois, que te faço dano, mas és tu mesmo que te prejudicas, declarando-me guerra. Que o Senhor, que é Juiz, se pronuncie hoje entre os israelitas e os amonitas!”.27 Não sou eu pois que faço injúria a ti, mas és tu que a fazes a mim, declarando-me uma guerra injusta. O Senhor, que é árbitro, decida hoje isto entre Israel e os filhos de Amon.
28 Mas o rei dos amonitas não quis ouvir nada do que Jefté lhe mandara dizer.28 Porém o rei dos filhos de Amon não quis atender as palavras que Jefté lhe mandara dizer pelos embaixadores.
29 O Espírito do Senhor desceu sobre Jefté, que atravessou Galaad e Manas­sés, passou dali até Masfa de Galaad, de onde marchou contra os amonitas.29 O espírito do Senhor foi sobre Jefté, e ele, dando volta por Galaad, pelo país de Manassés e por Masfa de Galaad, e, passando dali até aos filhos de Amon,
30 Jetfé fez ao Senhor este voto:30 fez um voto ao Senhor, dizendo: Se entregares nos minhas mãos os filhos de Amon,
31 “Se me entregardes nas mãos os amonitas, aquele que sair das portas de minha casa ao meu encontro, quando eu voltar vitorioso dos filhos de Amon, será consagrado ao Senhor e eu o oferecerei em holocausto”.31 a primeira pessoa, seja ela qual for que sair das portas de minha casa, o vier ao meu encontro, quando eu voltar vitorioso dos filhos de Amon, eu a oferecerei ao Senhor em holocausto.
32 Jefté marchou contra os amonitas e o Senhor os entregou.32 Jefté avançou contra os filhos de Amon a combater contra eles, e o Senhor entregou-os nas suas mãos.
33 Ele os derrotou desde Aroer até as proximidades de Menit e até Abel-Carmin, tomando-lhes vinte aldeias. E os amonitas, com esse terrível golpe, foram humilhados perante Israel.33 Jefté fez uma grande mortandade em vinte cidades, desde Aroer até Menit e até Abel-Keramin, e foram humilhados os filhos de Amon pelos filhos de Israel.
34 Ora, voltando Jefté para a sua casa em Masfa, eis que sua filha saiu-lhe ao encontro com tamborins e danças. Era a sua única filha, porque, afora ela, não tinha filho nem filha.34 Ora, voltando Jefté para sua casa em Masfa, sua filha única, porque não tinha outros filhos, saiu-lhe ao encontro com tímpanos e danças.
35 Quando a viu, rasgou as suas vestes: “Ah, minha filha – exclamou ele – tu me acabrunhas de dor e estás no número daqueles que causam a minha infelicidade! Fiz ao Senhor um voto que não posso revogar”.35 Quando a viu, rasgou as suas vestes e disse: Ai de mim, minha filha, que me causas uma extrema aflição e pertences ao número daqueles que causam a minha infelicidade! porque eu abri a minha boca (fazendo um voto) ao Senhor, e não poderei fazer outra coisa.
36 “Meu pai – disse ela – se fizeste um voto ao Senhor, trata-me segundo o que prometeste, agora que o Senhor te vingou de teus inimigos, os amonitas.”36 Ela respondeu-lho: Meu pai, se abriste a tua boca (fazendo um voto) ao Senhor, faze de mim o que prometeste, pois que te concedeu a vingança e a vitória de teus inimigos.
37 E ajuntou: “Concede-me somente isto: deixa-me que vá sobre as colinas durante dois meses, para chorar a minha virgindade com as minhas amigas”.*37 E disse (mais) a seu pai: Concede-me somente o que te peço: Deixa-me que vá pelos montes durante dois meses, e que chore a minha virgindade com as minhas companheiras.
38 “Vai – disse-lhe ele –. E deu-lhe dois meses de liberdade. Ela foi com as suas companheiras e chorou a sua virgin­dade sobre as colinas.38 Ele respondeu-lhe: Pois vai. E deixou-a ir durante dois meses. Tendo ido com as suas companheiras e amigas, chorava a sua virgindade pelos montes.
39 Passado o prazo, voltou para seu pai e ele cumpriu o voto que tinha feito. Ela não tinha conhecido varão.39 Passados os dois meses, voltou para seu pai, e ele cumpriu o voto que tinha feito. Ela não tinha conhecido varão.
40 Daqui veio este costume, em Israel, que todos os anos as jovens israelitas reúnem-se para chorar durante quatro dias a filha de Jefté, o galaadita.40 Daqui veio o costume em Israel, que se tem conservado: Uma vez cada ano juntam-se as filhas do Israel, e choram durante quatro dias a filha de Jefté, o Galaadita.