SCRUTATIO

Giovedi, 9 luglio 2026 - Santi Aquila e Priscilla ( Letture di oggi)

Livro de Jó 30


font

1Agora zombam de mim os mais jovens do que eu, aqueles cujos pais eu desdenharia de colocar com os cães do meu rebanho.2De que me serviria a força de seus braços, homens cujo vigor já pereceu inteiramente?3Reduzidos a nada pela miséria e pela fome, roem um solo árido e desolado.4Colhem ervas e cascas dos arbustos, e por pão têm somente a raiz das giestas.5São expulsos do povo e gritam com eles como se fossem ladrões.6Moram em barrancos medonhos, nas cavernas da terra e dos rochedos.7Ouvem-se seus gritos entre os arbustos e amontoam-se debaixo das urtigas.8São filhos de infames e de gente sem nome, que são expulsos da terra…9Agora, porém, sou o assunto de suas canções, tema de seus escárnios.10Afastam-se de mim com horror e não receiam cuspir-me no rosto.11Desamarraram a corda para humilhar-me, sacudiram de si todo o freio diante de mim.12À minha direita levanta-se a raça deles, tentam atrapalhar meus pés e abrem diante de mim o caminho da sua desgraça.13Embaralham minha vereda para me perder e trabalham para a minha ruína.14Penetram como por uma grande brecha e irrompem entre escombros.15O pavor me invade. Minha esperança é varrida como se fosse pelo vento e minha felicidade passa como uma nuvem.16Agora minha alma se dissolve e os dias de aflição me dominaram.17A noite traspassa meus ossos e consome-os. Os males que me roem não dormem.18Com violência agarra a minha veste e aperta-me como o colarinho de minha túnica.19Deus jogou-me no lodo e eu me confundo com a poeira e a cinza.20Clamo por ti e não me respondes. Ponho-me diante de ti, e não olhas para mim.21Tornaste-te cruel para comigo e atacas-me com toda a força de tua mão.22Tu me arrebatas e me faz cavalgar o tufão, para me aniquilar na tempestade.23Bem sei que me levarás à morte, ao lugar onde se encontram todos os viventes.24Mas não é para aquele que cai que estendi a mão quando, na ruína, pedia socorro?25Não chorei com os oprimidos? Não teve minha alma piedade dos pobres?26Esperava a felicidade e veio a desgraça, esperava a luz e vieram as trevas.27Minhas entranhas abrasam-se sem nenhum descanso, assaltaram-me os dias de aflição.28Caminho no luto, sem sol; levanto-me numa multidão de gritos.29Tornei-me irmão dos chacais e companheiro dos avestruzes.30Minha pele enegrece-se e cai, e meus ossos são consumidos pela febre.31Minha cítara só dá acordes lúgubres, e minha flauta sons queixosos.