SCRUTATIO

Lunedi, 13 luglio 2026 - Santa Clelia Barbieri ( Letture di oggi)

II Livro de Samuel 14


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Biblia MariaBiblia Matos Soares
1 Joab, filho de Sárvia, percebendo que o coração do rei se voltava de novo para Absalão,1 Joab, filho de Sarvia, advertindo que o coração do rei estava inclinado para Absalão,
2 mandou vir de Tícua uma mulher habilidosa e disse-lhe: “Põe-te de luto; toma vestes de luto e não te unjas, para pareceres uma mulher que chora um morto há muito tempo.2 mandou vir de Tecua uma mulher hábil, e disse-lhe: Finge que estás de luto, toma um vestido de dó, e não te unjas com óleo, para pareceres uma mulher que chora um morto há muito tempo.
3 Virás então ter com o rei e lhe falarás assim e assim”. E Joab sugeriu-lhe o que ela deveria dizer.3 Apresentar-te-ás ao rei, e lhe dirás tais e tais palavras. E Joab pôs-lhe na boca tudo o que havia de dizer.
4 A mulher veio, pois, de Tícua e apresentou-se ao rei; lançou-se por terra e prostrou-se, dizendo: “Salva-me, ó rei, salva-me!”.4 Tendo-se apresentado ao rei esta mulher de Tecua, lançou-se por terra diante dele, fez-lhe uma profunda reverência e disse: Salva-me, ó rei.
5 O rei disse-lhe: “Que tens?”. “Ai de mim – disse ela –, sou uma viúva. Meu marido morreu.5 O rei disse-lhe: Que tens? Ela respondeu: Ai! eu sou uma mulher viúva: morreu o meu marido.
6 Tua serva tinha dois filhos. Brigaram no campo e não havendo quem os separasse, um deles feriu o outro e matou-o.6 A tua serva tinha dois filhos, os quais tiveram uma briga no campo entre si, e não houve ninguém que os pudesse apartar; um feriu o outro, e matou-o.
7 E eis que agora se levanta contra a tua serva toda a família, dizendo-lhe: ‘Dá-nos o fratricida, para o matarmos em castigo do sangue do irmão que ele matou e exterminaremos o herdeiro’. Querem assim apagar a última brasa que me resta, de modo que não se conserve de meu marido nem nome, nem posteridade na terra.”7 Agora toda a parentela, levantando-se contra a tua serva, diz: Dá-nos esse que matou o seu irmão, para o matarmos em castigo do sangue do seu irmão, a quem matou, e tirarmos do mundo o herdeiro. Assim pretendem apagar a única brasa que me ficou, de modo que não se conserve o nome do meu marido, nem resto algum sobre a terra.
8 O rei disse à mulher: “Volta para a tua casa; tomarei providências a teu respeito”.8 O rei disse à mulher: Vai para tua casa, que darei ordem em teu favor.
9 Mas a mulher de Tícua disse ao rei: “Sobre mim e não sobre a casa de meu pai recaia a culpa; o rei e o seu trono serão inocentes”.*9 A mulher de Tecua, porém, disse ao rei: Sobre mim, ó rei meu senhor, recaia a culpa, e sobre a casa de meu pai; mas o rei e o seu trono sejam inocentes.
10 O rei disse-lhe: “Se alguém te ameaçar, traze-o à minha presença e ele não te incomodará mais”.10 O rei disse: Se alguém te contradisser, traze-o à minha presença, e está certa de que ele te não inquietará mais.
11 Ela ajuntou: “Queira o rei lembrar-se do Senhor, seu Deus, para que o vingador do sangue não agrave a desgraça, matando o meu filho!”. “Pela vida de Deus – disse ele –, não cairá um só cabelo da cabeça de teu filho!”11 Ela disse: Recorde-se o rei do Senhor seu Deus, para que se não multipliquem os parentes do morto, para tomarem vingança e de modo algum matem o meu filho. Ele respondeu: Viva o Senhor! (juro) que não há-de cair no chão um único cabelo do teu filho.
12 A mulher então disse: “Permite que a tua serva diga uma palavra ao rei, meu senhor?”. “Fala.”12 Disse então a mulher: Permite que a tua serva diga uma palavra ao rei, meu senhor. Ele disse: Fala.
13 “Por que, pois, pensas fazer o mesmo contra o povo do Senhor? Pronunciando essa sentença, o rei se confessa culpado, pelo fato de não se lembrar daquele que desterrou.13 A mulher disse: Por que pensaste tu (fazer) uma coisa semelhante contra o povo de Deus? Proferindo tal sentença, o rei se dá por culpado, pelo facto, de não chamar aquele que desterrou.
14 Quando morremos, somos como a água que não mais se pode recolher, uma vez derramada por terra. Deus não faz voltar uma alma. Cuide, pois, o rei, que o banido não fique mais exilado longe dele.*14 Nós todos vamos morrendo, e corremos pela terra como águas, que não voltam mais. Deus não quer que alguma alma pereça, antes está sempre disposto a revogar a sentença, para que se não perca de todo o que está abatido.
15 Se eu vim falar desse assunto ao rei, foi porque o povo me aterrou. A tua serva disse: Falarei com o rei, e talvez ele faça o que eu lhe pedir.15 Se, agora, vim dizer esta palavra ao rei, foi porque o povo me aterrou. A tua serva disse: Falarei ao rei, a ver se dalgum modo consigo dele a graça que lhe peço.
16 Sim, o rei me ouvirá e me livrará da mão do homem que procura excluir-nos, a mim e ao meu filho, da herança do Senhor.16 Sim, o rei ouvir-me-á e livrará a sua serva da mão de todos os que me querem exterminar a mim e ao meu filho da herança (do povo) de Deus.
17 Que o rei – ajuntou ela – se digne pronunciar uma palavra de paz, porque o rei, meu senhor, é como um anjo de Deus para discernir o bem do mal. Que o Senhor, teu Deus, seja contigo!”17 A tua serva disse: Que a palavra do rei, meu senhor me tranquilize, porque o rei meu senhor é como um anjo de Deus, para discernir o bem do mal. E, agora, que o Senhor teu Deus seja contigo.
18 O rei disse à mulher: “Não me escondas nada do que te vou perguntar”. A mulher respondeu: “Que o rei, meu senhor, fale”.18 Respondendo o rei, disse à mulher: Não me encubras o que te vou perguntar. A mulher disse: Fala, ó rei, meu senhor.
19 “Não anda a mão de Joab contigo em tudo isso?” “Por tua vida – respondeu-lhe ela –, não se pode desviar para nenhum lado o que o rei acaba de dizer! Sim, foi o teu servo Joab quem me deu ins­truções e sugeriu à tua serva tudo o que ela disse.19 O rei disse: Não é verdade que a mão de Joab anda contigo em tudo isto? Respondeu a mulher: Por tua vida, ó rei meu senhor, em nada se aparta (da verdade) tudo o que disse o rei meu senhor, nem para a direita nem para a esquerda, porque com efeito o teu servo Joab é quem me deu esta ordem, e quem pôs todas estas palavras na boca da tua serva.
20 Foi para dar a esse assunto uma nova feição que Joab fez isso. Porém tu, ó rei, meu senhor, és tão sábio como um anjo de Deus, para saber tudo o que se passa na terra!”20 Foi o teu servo Joab que me mandou servir desta parábola. Porém tu, ó rei meu senhor, és sábio como o é um anjo de Deus, para entenderes tudo o que se passa sobre a terra.
21 O rei disse a Joab: “A coisa está decidida. Vai, traze o jovem Absalão!”.21 O rei disse a Joab: Vou fazer o que pedes; anda, faze voltar o jovem Absalão.
22 Joab prostrou-se com o rosto por terra e abençoou o rei, dizendo: “Agora o teu servo reconhece que ganhou o teu favor, ó rei, meu senhor, pois que o rei cumpriu o desejo de seu servo!”.22 Joab, prostrando-se por terra sobre o seu rosto, fez uma profunda reverência, abençoou o rei, e disse: Hoje, ó rei meu senhor, o teu servo conheceu que achou graça diante dos teus olhos, porque deferiste a súplica do teu servo.
23 Joab foi a Gessur e trouxe Absalão para Jerusalém.23 Partiu, logo, Joab, foi a Gessur e conduziu Absalão para Jerusalém
24 Mas o rei disse: “Que ele vá para a sua casa, pois não será admitido à minha presença!”. Absalão retirou-se para a sua casa e não se apresentou diante do rei.24 Mas o rei disse: Volte para sua casa, sem aparecer diante de mim. Absalão foi, e não viu a face do rei.
25 Não havia em todo o Israel homem mais belo que Absalão e que fosse tão admirado como ele. Da cabeça aos pés, não havia nele defeito algum.25 Em todo o Israel não havia homem tão belo, nem tão gentil, como Absalão; da planta dos pés até à cabeça não havia nele defeito algum.
26 Quando cortava o cabelo – o que fazia a cada ano, porque sua cabeleira se tornava por demais pesada –, o peso deste era de duzentos siclos, pelo peso real.*26 Quando cortava o cabelo (o que fazia um a vez cada ano, porque o incomodava a cabeleira), o cabelo da sua cabeça pesava duzentos ciclos, pelo peso real.
27 Nasceram-lhe três filhos e uma filha, chamada Tamar, que era de grande beleza.27 Absalão teve três filhos e uma filha chamada Tamar, de extrema for­mosura.
28 Absalão permaneceu em Jerusalém dois anos, antes de ser admitido à presença do rei.28 Absalão esteve em Jerusalém dois anos, e não viu a face do rei.
29 Mandou chamar Joab para mandá-lo ao rei, mas ele não quis vir. Chamou-o uma segunda vez e ele recusou-se de novo.29 Mandou chamar Joab para o enviar ao rei, mas ele não quis ir. Chamou-o segunda vez, e, tendo ele recusado ir,
30 Disse então Absalão aos seus servos: “Vede, o campo de Joab ao lado do meu, semeado de cevada? Ide e lançai-lhe fogo”. Os servos de Absalão incendiaram o campo. Os servos de Joab foram ter com ele, rasgadas as suas vestes e disseram-lhe: “Os homens de Absa­lão incendiaram o teu campo”.*30 disse aos seus servos: Vós sabeis que Joab tem um campo junto do meu, que está semeado de cevada; ide, pois, e lançai-lhe o fogo. Os servos de Absalão puseram fogo à seara. Indo os servos de Joab ter com seu amo, rasgadas as suas vestes, disseram-lhe: Os servos de Absalão puseram fogo a parte do teu campo.
31 Joab foi então à casa de Absalão e disse: “Por que incendiaram os teus homens o meu campo?”.31 Joab levantou-se, foi a casa de Absalão, e disse: Porque puseram os teus servos fogo à minha seara?
32 Absalão respondeu: “Eu te mandei chamar, dizendo: ‘Vem, pois quero enviar-te ao rei para dizer-lhe: por que vim eu de Gessur? Seria melhor ter ficado lá’. Quero ser admitido à presença do rei; se sou culpado, que me matem!’’.32 Absalão respondeu a Joab: Eu mandei-te chamar, pedindo-te que viesses ter comigo, para te enviar ao rei a dizer-lhe: Por que vim eu de Gessur? Melhor me era estar lá; alcança-me pois a graça de ver a face do rei; todavia, se ele se recorda (ainda) da minha iniquidade, mande-me matar.
33 Joab foi ter com o rei e contou-lhe tudo. Absalão foi chamado, entrou na presença do rei e prostrou-se diante dele com o rosto por terra. E o rei o beijou.33 Então Joab, apresentando-se ao rei, contou-lhe tudo. Absalão foi chamado, entrou à presença do rei, prostrou-se com a face por terra diante dele, e o rei beijou Absalão (em sinal de reconciliação completa).