Psalmi 43
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| NOVA VULGATA | Biblia Matos Soares |
|---|---|
| 1 Iudica me, Deus, et discerne causam meam de gente non sancta; ab homine iniquo et doloso erue me. | 1 Ao mestre do coro. Dos filhos de Coré. Maskil. |
| 2 Quia tu es Deus refugii mei; quare me reppulisti, et quare tristis incedo, dum affligit me inimicus? | 2 Nós, ó Deus, ouvimos com os nossos próprios ouvidos, nossos pais contaram-nos a obra que fizeste nos seus dias nos dias antigos. |
| 3 Emitte lucem tuam et veritatem tuam; ipsae me deducant et adducant in montem sanctum tuum et in tabernacula tua. | 3 Tu, com a tua mão, expulsas as gentes, os estabeleceste a eles (em seu lugar), destruídas as nações, os dilataste, |
| 4 Et introibo ad altare Dei, ad Deum laetitiae exsultationis meae. Confitebor tibi in cithara, Deus, Deus meus. | 4 De facto, não foi com a sua espada que conquistaram este país, nem foi o seu braço que os salvou, mas a tua dextra e o teu braço, e a serenidade do teu rosto, porque os amaste. |
| 5 Quare tristis es, anima mea, et quare conturbaris in me? Spera in Deo, quoniam adhuc confitebor illi, salutare vultus mei et Deus meus. | 5 Tu és o meu rei e o meu Deus, que deste as vitórias a Jacob. |
| 6 Por ti rechaçámos os nossos adversários, e em teu nome calcámos os nossos agressores. | |
| 7 Não foi no meu arco que pus confiança, nem foi a minha espada que me salvou. | |
| 8 Foste tu que nos salvaste dos nossos adversários, e confundiste os que nos tinham ódio. | |
| 9 Em Deus nos gloriávamos sem cessar, e o teu nome celebrávamos sempre. | |
| 10 Tu agora porém, repeliste-nos e cobriste-nos de confusão, já não sais, ó Deus, á frente dos nossos exércitos. | |
| 11 Fizeste-nos ceder diante dos nossos adversários, e os que nos odeiam encheram-se de despojos | |
| 12 Entregaste-nos, como ovelhas para o matadouro, dispersaste-nos entre as nações. | |
| 13 Vendeste o teu povo por preço vil e pouco lucraste em o ter vendido. | |
| 14 Tornaste-nos o opróbrio dos nossos vizinhos; um objecto de escárnio a zombaria para aqueles que estão ao redor de nós. | |
| 15 Fizeste de nós a fábula das nações, os povos abanam a cabeça, escarnecendo de nós. | |
| 16 A minha ignomínia está todo o dia diante de mim, e o meu rosto cobre-se de confusão, | |
| 17 à voz do que me afronta e vitupera, por causa do inimigo e do opressor. | |
| 18 Todas estas coisas vieram sobre nós, e, ainda assim, não nos temos esquecido de ti, nem violámos o teu pacto, | |
| 19 nem o nosso coração tornou atrás (para seguir os falsos deuses), nem se desviaram os nossos passos do teu caminho, | |
| 20 quando nos humilhaste no lugar da aflição, e nos cobriste de trevas. | |
| 21 Se tivéssemos esquecido o nome do nosso Deus, se tivéssemos estendido as mãos para algum deus estranho, | |
| 22 porventura Deus não teria averiguado tudo isto? Em verdade ele conhece os segredos do coração. | |
| 23 Mas, por amor de ti, somos entregues à morte todos os dias, somos considerados como ovelhas para o matadouro. | |
| 24 Desperta! Por que dormes Senhor? Acordai Não nos rejeites para sempre! | |
| 25 Por que escondes o teu rosto? Esqueces-te da nossa miséria e da nossa opressão? | |
| 26 Porquanto a nossa alma está humilhada até ao pó, e o nosso peito como que está pegado à terra. | |
| 27 Levanta-te, Senhor, em nosso auxílio, e livra-nos pela tua misericórdia. |